Inveja
Quem nunca sentiu? Quem é que nunca foi alvo da inveja? Quem é que não convive com inveja ou invejoso? Quem é que não luta contra a inveja?
Umas das maldades que os seres humanos carregam dentro de si seja aonde ele estiver no Polo norte ou Polo Sul, na Ásia ou no Brasil, ele terá que conviver com a maldade chamada inveja.
Nós convivemos com esse desejo de sermos aceitos pelos outros, de sermos notados e aplaudidos. Nossa tentação é ser espetacular. Nesse desejo de sermos espetaculares nutrimos esse sentimento que corrói, destrói, causa doenças emocionais e até mesmo física. A inveja mata. Um dia Caim matou o seu irmão Abel porque sentiu inveja do seu irmão, narra o livro bíblico de Gênesis, ali nos conta a inveja em família, irmão contra irmão.
Muitos definem inveja como desejar aquilo que o outro tem. Eu descordo desse conceito de inveja. Inveja vai além de aspirar o que outro traz consigo. Inveja é desejar que o outro não tenha. Desejar o que outro tem é cobiça, isto é querer o que outro tem para si.
Agora inveja é aquela profunda tristeza que a pessoa sente em não suportar a alegria do outro. Isso que sentimos em não desejar o crescimento do outro. Inveja é que o sentimos em ver o tomateiro do vizinho e torcer que todos os tomates estejam com bichos por dentro e que o tomateiro do vizinho sempre será melhor que o meu, invejoso sempre se diminui. A inveja é assim, mora nos olhos; ela é estética.
Inveja é ficar feliz em ver outro triste, lutar para promover a tristeza alheia. Um regozijo interior em diminuir o outro, por não suportar talvez a “grandeza” do outro. Ficar feliz com que o outro seja um derrotado.
Inveja é aquele sentimento em que outro está alegre e a sua alegria nos traz angustia, aflição e tristeza.
Se você ainda não conhece um veneno da alma, ele se chama inveja. Um veneno que a gente não consegue mais viver porque nos mata, e dói, porque não nos mata de uma vez só, vai matando aos poucos.
A Inveja não é feitiço que pega no invejado, ela é um veneno só mata quem usa, ou seja, o invejoso. Ela não tem capacidade de matar o outro, ela mata aquele se vale da inveja, vai corroendo por dentro, vai trazendo infelicidade, e noites de sonos perdidos. Ao ponto de chegarmos a matarmos o outro, só que todas as vezes que matamos o outro estamos matando a nós mesmos.
Nós nunca conseguiremos saciar a nós mesmos desejando a infelicidade alheia. Inveja é isso tentar ser “feliz” para trazer infelicidade aos outros com a sua dita felicidade egoísta. Inveja é tomar um veneno contra si próprio; o veneno só mata quem faz uso dele.
Cure a inveja com amor.
Luiz Ricardo da Costa

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