Parte 2: Estado e Religião. Revolução francesa. Igualdade , Liberdade e Fraternidade. 

No fim do século XVIII, 1789, a França vivia uma crise política e foi nessa crise que o povo foi ocupa as ruas e gritou. O estado francês era divido em três estados 1 ° Clero, religiosos, 2° Nobreza/burguesia e 3° o povo. O grito da revolução ecoou do terceiro estado, o povo, neste momento lutavam e trabalhavam os homens e mulheres do campo e outras atividades como profissionais liberais e comerciantes, eles arcavam com os custos altíssimos do Clero e a Nobreza. Após conseguirem uma assembleia geral constituinte, o povo venceu com o grito: “Liberdade, igualdade e fraternidade”. Aqui nasce o estereótipo político de esquerda e direita. Quem estava sentado na assembleia do lado Direito era a favor do clero e da nobreza, quem estava sentado ao lado esquerdo lutava pelo povo e pela classe menos favorecida. Fica então constituído em 26 de agosto de 1789: O respeito pela dignidade das pessoas Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei, direito à propriedade individual, direito de resistência à opressão política, Liberdade de pensamento e opinião. Igualdade jurídica entre os indivíduo, Fim dos privilégios do clero e nobreza, Liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do estado), Proibição de greves, Liberdade de crença, Separação do estado da Igreja, Nacionalização dos bens do clero, Três poderes criados (Legislativo, Executivo e Judiciário). 

Agora diante de tudo que vimos e lemos eu acredito que existe algo em comum entre igreja e estado. Estado laico quer dizer estado leigo, não quer dizer estado sem religião, até porque religião é do povo e sem povo não tem estado. Estado laico quer dizer que o estado é leigo para questões de cunho teológico. O estado não “sabe nada “sobre, céu, inferno, trindade, exu, Maomé, reencarnação, santos, superstições, carmas e outras coisas. O estado fala de coisas concretas do dia a dia, sobre ética e moral, sobre liberdade, e garantir a liberdade crença. E as religiões não podem impor suas crenças e seus códigos de conduta ao estado. O povo deve ser livre para submeter-se a religião quiser. 

Contudo, existe um fato que o estado e religião combinaram. O estado e as religiões combinaram fazer o bem comum, e fazer o bem comum acontecer através da economia. Através do dinheiro que circula nas mãos dos trabalhadores. O estado fica com os impostos para disponibilizar: Saúde, educação, segurança, saneamento básico, cultura, lazer, profissionalização e etc... . A igreja vive da economia de doação, porém, isenta de impostos desde que comprovados que o uso dos seus recursos foram empregados para sua existência e manutenção de seus patrimônios que existem para promover com o Dizimo e oferta aquilo que o imposto faz, por isso é isenta de imposto, porque o estado pressupõe que a igreja e outras religiões promovem: Saúde, educação, segurança, saneamento básico, cultura, lazer, profissionalização e etc.. . Se a igreja e as outras religiões começarem a usar de maneira correta o seus dízimos, doações e ofertas e o estado começar a aplicar os impostos de maneira correta com certeza teremos uma sociedade mais justa. 

Luiz Ricardo da Costa.

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