Política e Religião
Desmond Tutu, arcebispo anglicano da África disse: “Não há na mais político do que dizer que religião e política não se misturam.”
O termo política nasce na Grécia antiga, para os gregos o homem político principalmente para Aristóteles é um homem justo e bom, não é o homem que ocupa o poder, mas homem que encontrou na polis, cidade, o seu lugar como cidadão do bem e vive para o bem comum. Esse é o homem político.
Para falar de política e religião em termos práticos e simples lembro-me de um homem grego, um único discípulo de Aristóteles, o jovem Alexandre, que depois veio a ser chamado de Alexandre o Grande. Alexandre foi na história grega uns dos maiores estadistas, para não dizer o maior. Ele conseguiu expandir o estado grego, com a sua cultura, língua e religião. Na geográfica antiga, pode se dizer que Alexandre conquistou quase o mundo inteiro em sua volta. Só que no estado de Alexandre, a política e religião se misturavam, ele foi o primeiro a ordenar que se inicia-se a primeira tradução da Bíblia, quando dominou Jerusalém. Iniciou a tradução dos setenta anciões, isto é, a septuaginta a tradução do hebraico para o grego, pois, Alexandre via a religião como um meio de conquista política e manipulação de massa, tendo a bíblia em linguagem grega ele poderia expandir mais o seu território.
Porém, nem tudo dura para sempre, Alexandre morre em 323 a.c na Babilônia atual Iraque, em uma de suas batalhas. Assim o reino de Alexandre é divido em quatro partes, entre os seus quatro generais. Porém, o reino divido em quatro não resiste, e Antíoco Epifânio imperador da Síria toma tudo, ocupa tudo. Esse homem também não sabe dividir religião e política, estado e religião. Ele é o primeiro a se intitular “imperador deus”, o primeiro a colocar sua face em uma moeda.
Mas, tudo passa, Pompeu um general romano ocupa tudo que era ocupado pelos sírios. Principalmente a região da Judeia em 63 a.c. Quando Jesus nasce os Romanos são os donos do estado. Aqui com os romanos já se vê a primeira implementação do estado Laico. Sintetizando a situação, Jesus ao ser incriminado é levado ao estado por seus promotores de acusação da fé, é levado até Pilatos governador da Judeia. Pilatos lava as suas mãos, como símbolo que o sangue daquele inocente não recairia sobre o estado, porque o estado não tinha como julgar, pois Jesus não havia cometido nenhum crime civil, suas acusações eram religiosas e em questões de religião deve ser julgado pela religião. Jesus é levado para o tribunal da religião e é condenado pelo sinédrio e é morto. Não foi o estado que matou Jesus, foi o sinédrio.
Pois bem, os Romanos continuam evoluindo como um povo civilizador, quem não é romano é bárbaro e os romanos tem o poder de humanizar e civilizar as nações do mundo. Eles se tornam um dos maiores estados com poder bélico que a antiguidade já viu, conquanto nada dura para sempre. A civilização romana caiu.
Roma agora deve ascender de forma diferente, não mais como estado; no ano de 325 d.C. o imperador Constantino decreta que o cristianismo é a religião oficial do estado, e não o estado pertence ao cristianismo, no entanto o cristianismo pertence ao estado. Assim a religião e estado seguem juntas, ganham a Europa, parte do continente africano e chega aqui na America latina.
Luiz Ricardo da Costa.

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