Dia de finado
"Refletir sobre a nossa finitude é valorizar cada segundo da nossa vida."
Pra que serve o dia de finado? Sua instituição lembra-nos de que? Qual a sua mensagem?
O dia de finado carrega controvérsias e discussões como qualquer outro assunto religioso. Quase sempre falar de cosmovisões religiosas é levantar controvérsias quase que irreparáveis. Cada cartilha tem sua explicação, cada experiência sua subjetividade, cada uma com a sua mística.
No entanto, não se pode negar que o dia de finado traz consigo uma mensagem especial.
O dia de finado revela a experiência mais verdadeira da nossa existência, isto é, a experiência da morte. O dia de finado releva que somos mortais, que somos pequenos, que somos finitos, que somos pó, ao pó voltaremos. Que somos apenas uma neblina que passa. Como diz o apóstolo Tiago: “A vossa vida é como uma fumaça que passa”.
Alan Sanches biomédico disse: “a morte é mais universal que a vida, todo mundo morre, mas nem todo mundo vive.” Salomão disse em Eclesiastes: “que é melhor você ir a uma casa onde há o luto do que numa casa onde há festa.” Refletir sobre a nossa finitude é valorizar cada segundo da nossa vida.
Finado é também falar de quem se foi, todavia, quem se foi estará presente eternamente no coração de quem ficou. Com cada gesto, cada ensinamento, cada amor, cada atitude que praticou. Quem morre vive mais em corpo, mas na memória, e tudo que a memória ama, ressuscita e se eterniza.
Luiz Ricardo da Costa, Primavera de 2017.
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