“A jornada de mil milhas começa com um passo “ Lao-Tse
Um dia alguém me disse que começar é muito mais fácil do que recomeçar. Sim, é verdade. Reconstruir exige muito, exige muito de nós. Reconstruir exige muito, porque juntar cacos ou estar em cacos traz muito dor.
Desistir sempre é mais fácil do continuar. Trava-se a luta interior com as perguntas: Medo? Dor? Angustia? Olhar do passado? Futuro, como será? Reconstruir pra quê? Pra quem? Melhor não, no entanto, algo também diz: “melhor sim.”, existe a possibilidade de juntar os cacos do coração e seguir em frente com esperança.
Mesmo que os muros estejam caídos, o mundo em sua volta esteja pegando fogo, seu olhar esteja triste, ainda sim é possível reconstruir.
Existem caminhos que iremos percorrer na reconstrução daquilo que projetamos ser pra sempre, vimos que o pra sempre, não era para sempre, o que para sempre pode acabar também. Desta forma, começa a nossa caminhada de reconstrução, começamos a olhar para dentro de nós, o caminho de vencer a si mesmo, vencer os nossos medos, para começar colocar o primeiro tijolo da reconstrução. Sabendo que as coisas mudam, se a gente mudar.
Logo, iremos mexer naquele quarto da bagunça, ou aquelas gavetas que guardamos um monte de papéis que dizemos um dia irei usá-los, e na verdade sabe quando usaremos ? Nunca. Ai chega o momento da reconstrução é necessário mexer na gaveta, no quarto de coisas velhas, para assim colocar coisas novas. Não se põe vinho novo em odres velhos.
No mesmo caminho encontramos pedras, entulhos e pessoas que dizem que não é possível, essas pessoas por incrível que pareça são aquelas que você achava que iria pegar na reconstrução com você, são aquelas que você achava que eram as mais próximas, a que você poderia contar, mas são as primeiras a querer derrubar o pequeno muro inicial da sua reconstrução. Vença, olhe para frente com esperança.
Mais adiante o caminho da reconstrução exige da gente algo terrível que é a demolição, já pensou em reconstruir uma casa velha sem derrubá-la, sem olhar e dizer: “nossa quantas pessoas trabalharam anos para construir essa casa e nós a demolimos em um instante”. Mas, para reconstruir é necessário demolir algumas coisas, é necessário sentir dor e até mesmo ser maduro para entender que também causamos dores nos outros, nós também demolimos as casas de algumas pessoas, não obstante, devemos seguir em frente se perdoando e oferecendo perdão, sem se punir por não ter sido quem você gostaria que fosse.
Por fim, chega o momento da reconstrução final, e você olha tudo pronto, e diz: “é possível começar de novo, e olha para dentro de você dizendo eu não sou mais como era antes, é possível reconstruir.
Luiz Ricardo da Costa, Verão de 2016.

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